Equipe Multidisciplinar

A equipe multiprofissional que atua com o paciente bariátrico compõe-se de vários profissionais, sendo eles: Nutricionista, Psicólogo, Fisioterapeuta, Endocrinologista, Fonoaudiólogo e Educador Físico. Cada um contribui para um mesmo fim, ou seja, a recuperação do paciente, com qualidade de vida e saúde.

No acompanhamento dos pacientes pós-procedimento, percebe-se que os resultados da cirurgia bariátrica vão além da perda do peso e das doenças decorrentes. Ocorrem também mudanças psicológicas relevantes, que são decorrentes das rápidas mudanças corporais vivenciadas. O corpo adquire formas e proporções rapidamente modificadas, gerando novas condições ao paciente de autoimagem e de se autoconsiderar após a cirurgia bariátrica.

Essa nova condição tem exigências ligadas à motivação do paciente para o desenvolvimento de um estilo de vida diferente. Assim, ele passa a ter que tratar seu corpo, com paciência, devido às sucessivas e rápidas mudanças, aprendendo, dia a dia, novos hábitos de vida. Dr. Roberto Cabezas explica que essa “nova vida” do paciente dá a ele uma oportunidade de se olhar por inteiro (cabeça, tronco e membros), fazer novos projetos de vida, socializar e refazer sua autoestima, passando à atuação positiva sobre si mesmo.

Após a cirurgia bariátrica, ocorrem transformações no corpo do paciente que o leva a buscar o acompanhamento da equipe cirúrgica para auxiliá-lo não apenas na aquisição, mas também na manutenção dos resultados da cirurgia. Por isso, a importância de se ter uma equipe multidisciplinar no acompanhamento de todo o processo.

“Mudar o comportamento não é uma tarefa fácil, mas com uma equipe multidisciplinar capacitada para o atendimento dos pacientes, pode tornar o processo mais fácil e sustentável”, reforça o Dr. Roberto Cabezas.

Nutricionistas

O trabalho da nutricionista vai muito além de contar calorias ou de apenas montar cardápio hipocalórico. É necessário respeitar a individualidade bioquímica do paciente, já que todos são bioquimicamente diferentes, ou seja, o que é bom para um nem sempre é bom para o outro.

É o nutricionista que tem a missão de montar um plano alimentar que se adeque às necessidades nutricionais, financeiras e sociais do paciente, não esquecendo que a suplementação é muito importante para o paciente bariátrico.

Nesta questão, é necessário verificar a biodisponibilidade dos nutrientes e otimizar a absorção deles, mantendo uma boa microbiota intestinal e dando suporte suficiente para garantir disposição para realização das atividades diárias. É importante também atividades que incluem o exercício físico, cujo papel é importantíssimo para o ganho de massa muscular que, por sua vez é responsável pela Taxa de Metabolismo Basal (TMB), um dos fatores fundamentais para colaborar com a perda de peso.

O trabalho da nutricionista pode ser dividido em três etapas:

Pré-operatório: esta fase corresponde a preparar o paciente para a cirurgia bariátrica, reduzindo o peso quando necessário e melhorando o perfil lipídico e glicemia, além de proporcionar um bom aporte nutricional para detoxificação hepática e recuperação dos hepatócitos (células encontradas no fígado, capazes de sintetizar proteínas).

Pós-operatório imediato à cirurgia bariátrica: nesta etapa, acompanha a evolução dietética com objetivo de recuperar e otimizar a cicatrização pós-operatória, garantindo o aporte de vitaminas, minerais e proteínas. Nesta etapa, a evolução é semanal, com visitas mensais ao nutricionista, onde o desafio é fazer o paciente se adaptar à nova forma de se alimentar, trabalhando com a mastigação.

Pós-operatório tardio: o objetivo é o de melhorar hábitos alimentares, incluindo novos alimentos que antes eram restritos para dar suporte à melhora da performance e ganho de massa muscular. Nesta fase, também é feita a verificação de horários da alimentação para aperfeiçoar a absorção de suplementos e é realizada a observação da interação medicamentosa e alimentar. Assim, pode ser verificada a necessidade de reduzir a carga glicêmica da dieta para proporcionar melhor perda de peso e manutenção, evitando o reganho de peso.

Psicólogos

Ao se submeter à cirurgia bariátrica, o paciente pode passar por uma série de mudanças e ele deve estar preparado psicologicamente.  É possível que ele, até chegar à redução de estômago, já deva ter tentado diversas formas de reduzir peso. O emagrecimento, para algumas pessoas, pode ser algo muito estressante, principalmente, depois de várias tentativas de dietas das mais diversas, desde as recomendadas por médicos e  nutricionista até as recomendadas por televisão e amigos. O momento da tomada de decisão para a cirurgia bariátrica pode estar repleto de expectativas, muitas com fundamento, mas outras disfuncionais.

Por isso, a avaliação psicológica para cirurgia bariátrica é tão importante. Ela visa estabelecer o quanto esta pessoa está preparada tanto para o procedimento assim como para todo o processo necessário pós-cirúrgico, pois a obesidade pode interferir tanto na qualidade de vida quanto nos aspectos físicos, psíquico e social.

Algumas questões emocionais podem estar envolvidas na causa como nas consequências da obesidade. A compulsão pela comida pode estar associada a vivencias com grande carga emocional que pode afetar tanto o obeso como as pessoas ao redor, que veem a sua dificuldade em emagrecer. O fato de não comer tudo o que gostaria ou na quantidade que gostaria pode interferir nos relacionamentos, principalmente, quando a atividade social inclui almoços ou jantares.

O psicólogo, algumas vezes um especialista em transtorno alimentar, trabalha para preparar o paciente para uma etapa importante em sua vida. A expectativa de uma vida em um corpo magro no dia seguinte da cirurgia bariátrica é irreal. Com isso, haverá mudanças na rotina que um psicólogo poderá orientar e preparar cuidadosamente. Por isso, tão importante quanto a avaliação psicológica para a cirurgia bariátrica é o acompanhamento pós-cirurgia.

Assim, o trabalho do Psicólogo na avaliação do paciente se inicia e considera os seguintes fatores:

  • História clínica do paciente: estilo de vida, hábitos, comportamentos, relacionamentos, sentimentos, pensamentos e atividades.
  • Investigar sobre início da obesidade: quais são os padrões familiares, como o paciente lida com a doença, quais e quantas foram as tentativas para emagrecer, qual a influência e os prejuízos da obesidade em sua rotina, quais os casos de obesidade na família, como está sua autoestima e sua imagem corporal, estado de humor, qualidade de sono, vida social e profissional, quais as suas expectativas e idealizações quanto ao procedimento cirúrgico.
  • Verificar a existência de compulsões, crises de ansiedade, fantasias sobre o emagrecimento, possível existência de algum transtorno alimentar, níveis de estresse, ansiedade, depressão.
  • Capacidade do enfrentamento de estresse e tensão, além de outros aspectos psicossociais que possam comprometer os resultados.
  • Verificar a possível presença de transtornos mais graves que possam inviabilizar o procedimento cirúrgico.
  • Investigar a disponibilidade do paciente para mudanças de hábitos e padrões de vida permanentes após a realização da cirurgia, como: mudanças na alimentação, práticas regulares de exercícios físicos e demais alterações que se façam necessárias em cada caso.

No caso do paciente que realiza o acompanhamento psicológico também posterior à cirurgia bariátrica, o atendimento é voltado ao processo de adaptação á nova fase que se iniciará, considerando as mudanças no estilo de vida e na alimentação. E ainda deve-se considerar também certa mudança nos relacionamentos sociais, familiares, profissionais, na autoimagem, na compreensão sobre si mesmo, nas expectativas que o paciente deposita sobre si e sobre seu futuro.

Fisioterapeutas

O profissional da Fisioterapia, especializado em Cirurgia Bariátrica, possui uma atuação muito importante do pré ao pós-operatório, que apoiará o paciente em sua recuperação e certamente contribuirá com o sucesso da cirurgia.

No caso de pacientes obesos, a mecânica respiratória pode estar comprometida, o que favorece o desenvolvimento de complicações respiratórias, principalmente, quando associada a cirurgias, anestesias e permanência prolongada no leito.

Dessa forma, um dos grandes focos do trabalho é a Fisioterapia Respiratória para que o paciente não apresente complicações, como: pneumonia, derrame pleural (presença de líquido entre as pleuras) e atelectasia (fechamento total ou de uma porção do pulmão) no pós-operatório.

Na fisioterapia respiratória, o principal objetivo é a reexpansão pulmonar, proporcionando aumento de volume corrente (maior quantidade de ar entrando nos pulmões), melhorando, desta forma, as trocas gasosas e a saturação periférica de oxigênio (oxigenação).

Então, o principal objetivo da fisioterapia antes da cirurgia é atenuar os problemas causados pelo excesso de gordura corporal, que afetem diretamente o sistema pulmonar, principalmente no impedimento da entrada do volume correto de ar, e aumentar a força dos músculos respiratórios.

Já a Fisioterapia Motora, é focada na prevenção da trombose venosa pulmonar (TVP) e tromboembolismo pulmonar (TEP). São realizadas sessões antes da cirurgia, divididas em fisioterapia respiratória e motora. A finalidade é oferecer melhores condições respiratórias para realizar a cirurgia e também facilitar a prática dos exercícios no pós-operatório. Além de atenuar os sinais de limitações físicas ocasionadas pelo excesso de gordura corporal, tais como: dores, diminuição de força muscular, alterações posturais e encurtamentos musculares.

Na fase pré-hospitalar, o paciente receberá orientações do profissional referentes a:

  • Parar de fumar.
  • Importância da tosse ( como tossir após a cirurgia).
  • Respiração diafragmática.
  • Exercícios respiratórios.
  • Procedimento cirúrgico.

Já na fase pós-operatória, o fisioterapeuta também estará presente, desde o primeiro dia de internação, fazendo as orientações necessárias ao paciente antes do procedimento. Já a partir do segundo dia, o fisioterapeuta já orientará o paciente em relação a:

  • Caminhar após oito horas da cirurgia.
  • Saída do leito e posicionamento da poltrona.
  • Evitar postura antálgica.

Depois, os pacientes começam a fazer exercícios respiratórios.

O tratamento físico mais indicado para os pacientes submetidos à Cirurgia Bariátrica é a musculação terapêutica, em função do baixo nível de condicionamento físico. Ela tem o objetivo de se estender até o momento em que o paciente adquira o “peso” prescrito pela equipe como o ideal.

Após a cirurgia, qualquer exercício é bem-vindo, desde que bem controlado e verificando sempre se o paciente pode realizar. O mais importante é evoluir a modalidade de exercício, de acordo com a capacidade do paciente.

Além disso, a fisioterapia verifica a evolução física do paciente pela avaliação do IMC. Ele é mais um dos parâmetros que o fisioterapeuta e o professor de educação física utilizam para a verificação da evolução física. Mas, o que mais deve ser utilizado é o cálculo do percentual de gordura, ou seja, verificar se a perda de peso que o paciente está tendo é realmente de gordura, e não de músculo. Por isso, a importância do exercício de musculação terapêutica.

Os profissionais de fisioterapia que compõem a equipe estão sempre alinhados e empenhados no sucesso da cirurgia, porém é a determinação, a paciência e a dedicação do paciente que são fundamentais para sua rápida recuperação.

Endocrinologista

O papel do médico endocrinologista é contribuir para o equilíbrio do organismo na busca da manutenção da saúde.

Ele assume diversos papéis tanto no pré-operatório como no pós-cirúrgico, como: prevenir e tratar das deficiências nutricionais (vitaminas K e B12, Ferro), avaliar complicações clínicas e preparar o paciente para cirurgias estéticas – muitas vezes necessárias devido aos excessos de pele após a perda de peso. Seu papel também é importante no controle de doenças associadas ou não à obesidade, como o diabetes, que na maioria dos casos entra em remissão com a cirurgia, mas continua requerendo atenção tanto pela possibilidade de seu retorno, como pelo manejo das complicações a ele relacionadas.

Antes da cirurgia

O endocrinologista é o médico indicado para selecionar quem são os possíveis candidatos a esse procedimento, ou seja, aqueles que não conseguiram perder peso de maneira eficaz com mudança do estilo de vida – dieta e exercício – acompanhados de terapêutica específica para o controle de peso, num período de pelo menos dois anos. É no pré-operatório que o endocrinologista deverá pesquisar e tratar eventuais doenças relacionadas à obesidade como diabetes, hipertensão, colesterol, triglicérides altos, apneia do sono, além de esteatose hepática.

É importante que a dosagem hormonal seja feita desde o começo para identificar alterações que possam contribuir para o ganho de peso. Doenças da tireoide, da glândula suprarrenal ou da hipófise também devem ser pesquisadas.

Antes da cirurgia, o reganho de peso é muito comum num grupo considerável de pacientes. Por isso, o endocrinologista é primordial, avaliando a adesão do paciente ao programa nutricional, prescrevendo medicações para o controle de peso, quando necessário. Essa estratégia é baseada em evidências de que os centros de referência de cirurgia bariátrica com melhores resultados a longo prazo são aqueles que fazem o melhor acompanhamento dos pacientes, sendo o reganho de peso considerado uma falha no seguimento desses pacientes.

Sendo assim, a cirurgia bariátrica é apenas um dos primeiros passos no caminho da perda e manutenção do peso e busca de uma vida saudável. É importante salientar que o sucesso do tratamento cirúrgico requer comprometimento e acompanhamento por toda a vida do paciente. “É preciso ter consciência de que a perda de peso não significa a cura da obesidade e a compreensão de que todos trabalham juntos, com ações integradas, no combate permanente a hábitos não saudáveis no controle do peso e na educação continuada do paciente”, reforça Dr. Roberto Cabezas.

Após a cirurgia

O endocrinologista também é o médico parceiro do paciente. Sua avaliação, juntamente com a equipe multidisciplinar, permite identificar precocemente algum sinal de deficiência de vitaminas. Prevenir e tratar a perda óssea após a cirurgia bariátrica é um bom exemplo do papel do endocrinologista. Em muitos casos, como a pessoa perde muito peso, o esqueleto apresenta uma perda de massa óssea, que precisa ser avaliada com cuidado para garantir o tratamento adequado em caso de osteoporose.

Também são responsabilidades do endocrinologista ajustar a dose dos medicamentos e, muitas vezes, orientar o paciente sobre quais medicamentos não precisarão ser mais usados. A maior parte dos pacientes diabéticos, por exemplo, poderá ficar sem tomar algumas medicações após uma avaliação dos exames de sangue no pós-operatório.  Nesses casos, a realização de exames de sangue e a consulta cuidadosa são essenciais para ajustar as doses ou mesmo suspender os remédios em uso.

Para finalizar, as mudanças do metabolismo devem ser vistas de perto, como: controle do peso, dosagem de vitaminas, acompanhamento hormonal e de exames como glicose e colesterol. A busca da saúde e do bem-estar são os maiores objetivos do acompanhamento.

Fonoaudiólogo

O fonoaudiólogo é um importante profissional no pré e pós-operatório da cirurgia bariátrica. Ele faz parte da equipe interdisciplinar e seu papel consiste em avaliar e orientar o paciente, a fim de fazer com que ele não tenha episódios de vômitos, refluxos e engasgos antes, durante ou depois das refeições.

Após a redução de estômago, obrigatoriamente, haverá uma mudança de comportamento alimentar, pois os alimentos serão ingeridos em pequenas quantidades e precisarão ser bem mastigados.

Cabe ao fonoaudiólogo avaliar e orientar as possíveis dificuldades relacionadas à deglutição, fonação e mastigação, podendo adequar ou amenizar alterações da mastigação e equilíbrio das forças musculares da face e pescoço – tudo isso por meio da correção da postura, da respiração, da mastigação, da deglutição e da fala.

Com os exercícios para a musculatura indicados por ele, não só as questões funcionais são melhoradas, mas também o fator estético, uma vez que a cirurgia causa flacidez muscular de corpo e de face – esse último podendo ser reduzido com a prática de exercícios motricidade oral. Além disso, o fonoaudiólogo pode reverter as alterações vocais que acontecem nos operados em decorrência de refluxos gástricos, problema esse que compromete o desempenho de atividades profissionais no pós-cirúrgico.

A fonoaudiologia é importante para o pós-operatório, pois a relação do paciente com a alimentação muda completamente depois do procedimento e exige um processo de adaptação. Ele volta a comer como se fosse um bebê. Primeiramente, tem que se alimentar só com líquidos, depois vai inserindo alimentos mais pastosos até chegar ao normal.

O fonoaudiólogo, então, busca proporcionar mais segurança ao paciente que irá se submeter à cirurgia bariátrica, pois é fato que, após o procedimento, a maioria das pessoas precisa reaprender a mastigar. Antes e depois da cirurgia, é fundamental seguir algumas dicas para ter uma alimentação saudável, entre elas, comer devagar, sem estímulos que tirem a atenção. Se alimentar em um local apropriado, dispondo de pelo menos, 30 minutos para a realização da refeição. Mastigar bem os alimentos para que eles sejam totalmente triturados e não causem posteriormente desconfortos gastrointestinais. Outra dica importante é que quanto mais mastigar e menos tenso estiver na hora da refeição, melhor será a qualidade da sua alimentação.

Educador Físico

Todos sabem que a atividade física é importante para a qualidade de vida, a saúde e o bem-estar. Mas, no caso das pessoas que passam pela cirurgia bariátrica, a prática de exercício traz resultados ainda mais impressionantes. Ela é fundamental e seus benefícios vão muito além do emagrecimento.

Após a cirurgia, o paciente perde peso em consequência da perda da massa gorda – o que é bom, pois a gordura deforma o corpo e traz uma série de problemas para a saúde – e da massa magra – o que não é bom, pois o músculo é o que dá o contorno do corpo, o aspecto de juventude e beleza.

Então, ao emagrecer, o paciente perde massa magra e fica flácido, com aspecto de doente e envelhecido. O ideal é que a perda de peso pós-operatória seja apenas da massa gorda, com isso, o paciente emagrece, ficando com aspecto mais jovem e bonito, menos flácido e necessitando menos de plástica. Por isso, o acompanhamento com educador físico, com experiência em cirurgia bariátrica é importante na elaboração de um protocolo individualizado, com acompanhamento e manutenção ou ganho de massa magra pós-operatória.

Após a cirurgia, o primeiro passo, é a caminhada. Progressivamente, o paciente pode ir aumentando, tanto o volume (tempo) quanto a intensidade (velocidade), pois a caminhada dá base para as demais atividades. Além disso, exercícios coordenados, aeróbios ou não, são fundamentais na composição do programa de treinamento físico, de acordo com os objetivos e condições físicas de cada paciente. A qualidade do emagrecimento está pautada na nutrição e nas atividades físicas, pois são os dois itens que amplamente norteiam a perda de peso. Atividades aquáticas, como hidroginástica e condicionamento físico, também na água, podem trazer excelentes resultados, tanto na diminuição do peso quanto na qualidade do emagrecimento. A quantidade pode ser de três a cinco vezes por semana, que é suficiente não só para continuar emagrecendo, mas também para se manter saudável sempre.

As atividades físicas indicadas no pós-cirúrgico de longo prazo dependem, fundamentalmente, dos objetivos de cada indivíduo. Porém, algumas características pessoais devem ser levadas em conta, tais como sexo, idade, estatura e peso, além da  própria composição corporal. Considerando que o paciente estará com um corpo bem diferente de antes da Cirurgia Bariátrica, um planejamento deve ser feito na sua totalidade, composto por exercícios aeróbios, alongamentos, exercícios de flexibilidade e, com certa frequência, exercícios com sobrecarga, que promovam hipertrofia muscular.

Além disso, avaliações periódicas são fundamentais para uma evolução saudável no programa de treinamento. As atividades aeróbias, como caminhadas, bicicleta, natação e hidroginástica são fundamentais, mas não bastam. Elas devem ser analisadas por dois aspectos: no primeiro, como apoio para alcançar seus objetivos e dar qualidade no processo de redução de peso e, no segundo, como forma de manter uma vida saudável, tornando-se fisicamente mais ativo, contribuindo fundamentalmente na manutenção do peso. Nesse aspecto, tendo o praticante condições físicas, deve então escolher uma atividade mais prazerosa, mantendo assim a motivação para realizá-la.

As opções para realizar as atividades físicas são várias, porém devem-se levar em consideração que a Cirurgia Bariátrica é um procedimento especial, com características próprias. O paciente deve contar com profissionais com conhecimento do tema, principalmente nas repercussões físicas da cirurgia, bem como na sua evolução. Eles devem orientar as atividades para maior segurança e melhor aproveitamento do programa, que pode ser realizado tanto em centros apropriados, como academias e/ou clubes, quanto em ambientes abertos como parques naturais, respeitando sempre as características e limites individuais.

É importante salientar que após realizar a Cirurgia Bariátrica, o paciente deve se manter sempre ativo. Mesmo que ele tenha adquirido o corpo dos sonhos, a manutenção demanda disciplina e tem que ser permanente. Manter-se ativo fisicamente é condição essencial para qualquer pessoa melhorar sua qualidade de vida em relação à saúde, independentemente de ter sido submetido ou não à Cirurgia Bariátrica.

Mas, em casos de pacientes obesos, deve-se levar em consideração que nenhum está imune ao aumento do peso. Então, manter-se engajado num programa de atividades físicas vai contribuir decisivamente não só na manutenção do peso como também para uma vida mais saudável.

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